Por Anderson Luis
O secretário de Relações Institucionais do Estado (Serin), Adolpho Loyola, falou em entrevista ao podcast do Aqui Só Política, nesta segunda-feira (06), sobre a exposição em torno do vice-governador Geraldo Júnior (MDB) gerada pela demora do anúncio da chapa governista ao governo da Bahia.
O secretário atribuiu a ‘novela’ gerada pela indefinição à portais de noticia que repercutiram as especulações que envolveram nomes de autoridades politicas que supostamente teriam conversado com o governo para compor a chapa majoritária.
“Eu não vi essa procura toda, eu vi muita plantação de matéria. Tinha algumas que a gente dava risada no gabinete de nomes que apareceram. Então virou uma novela, porque eu nunca vi um vice gerar tanta polêmica como virou aqui na Bahia nestes últimos anos. Nós já tínhamos o vice que era Geraldo, ele já era o vice, o incumbente, já caminhava com o governador. O governador nunca tinha suscitado em trocá-lo, então a gente tinha essa arma que poderíamos usar um pouco na frente de troca de um vindo de outro partido. No fim da janela partidária o governador achou melhor fazer esse anúncio do MDB, mas eu, desde lá de trás, a gente tinha essa conversa da manutenção de Geraldo. Em time que está ganhando não se mexe. Então, nós vamos com a mesma chapa. E para mim a página virada”, comentou em entrevista a Cintia Kelly durante transmissão no Youtube da TV Aqui Só Política.
O anúncio que marcou a permanência de Geraldo na disputa para a reeleição como vice-governador foi feito pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) na última sexta-feira (03). O alinhamento político sucedeu a ‘fritura’ do MDBista na chapa, com especulações envolvendo outros nomes para ocupar o grupo em seu lugar.
Antes de Jerônimo cravar a vice, pelo menos 12 figuras políticas foram sondadas para ocupar o cargo, entre eles:
Elmar Nascimento (União), Ivana Bastos (PSD), Adolfo Menezes (PSD), Alex da Piatã (PSD), Niltinho (PSD), Zé Cocá (PP), Zé Ronaldo (União), Ronaldo Carletto (Avante), Diego Coronel (Republicanos), Júnior Nascimento (União), Wilson Cardoso (PSB) e Cláudia Oliveira (PSD).
Para o Senado, a chapa liderada pelo petista também contará com as candidaturas do atual ministro da Casa Civil Rui Costa ao Senado, e do senador Jaques Wagner.
