Lucas Paquetá é absolvido de acusação de manipulação de apostas pela Federação Inglesa

Esporte

O meia brasileiro Lucas Paquetá, do West Ham, foi inocentado nesta quinta-feira (31/07) das acusações de envolvimento em manipulação de resultados e apostas esportivas. A decisão foi divulgada oficialmente pela Federação Inglesa de Futebol (FA), após mais de um mês da conclusão do julgamento, que ocorreu em 4 de junho.

A FA solicitava o banimento do jogador com base na Regra E5.1, que proíbe tentativas de influenciar partidas para fins impróprios. As suspeitas recaíam sobre quatro jogos em que Paquetá teria forçado cartões amarelos com o objetivo de beneficiar apostas. A Comissão Reguladora, no entanto, não encontrou provas suficientes que sustentassem as alegações.

Condenação parcial por obstrução na investigação

Apesar da absolvição quanto à manipulação, Paquetá foi condenado por duas violações à Regra F3 da FA, que trata da obrigação de colaborar com investigações. Segundo o relatório da Comissão, o jogador deixou de responder adequadamente aos questionamentos da entidade durante o processo.

A sanção correspondente a essas violações ainda será definida e divulgada “na primeira oportunidade possível”, conforme afirmou a Federação Inglesa em nota. Paquetá nega qualquer má conduta e afirma ter colaborado com as investigações.

Entenda o caso

As investigações se concentraram em quatro partidas da Premier League:

  • West Ham 0 x 2 Leicester (12/11/2022)
  • West Ham 1 x 1 Aston Villa (12/03/2023)
  • West Ham 3 x 1 Leeds (21/05/2023)
  • Bournemouth 1 x 1 West Ham (12/08/2023)

As acusações surgiram após apostas suspeitas feitas por cerca de 60 pessoas da Ilha de Paquetá (RJ), local de origem do jogador, em cartões amarelos para o meia. As apostas foram feitas na Betway, então patrocinadora do clube inglês.

A FA considerava que Paquetá teria tentado influenciar diretamente o andamento dos jogos para favorecer essas apostas, o que não foi comprovado.

O que diz a Regra E5.1

A Regra E5.1 da FA proíbe qualquer tentativa, direta ou indireta, de manipular o resultado, progresso ou conduta de uma partida, com objetivo impróprio, como lucrar com apostas esportivas.

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