O presidente da Câmara Municipal de Salvador Carlos Muniz, ainda não se manifestou sobre a denúncia do servidor “fantasma” o advogado Luiz Américo Barreto Albiani Alves lotado no seu gabinete que mesmo sem trabalhar continua na folha de pagamento com salário de R$ 12.132,23 mensais.
O caso ganhou repercussão interna após um assessor questionar a ausência do servidor no local de trabalho, apesar de sua nomeação formal. A situação configura crime de improbidade administrativa, envolvendo o advogado e, por omissão, a própria presidência da Casa Legislativa.
A nomeação de Luiz Américo ocorreu em 2019, na gestão de Geraldo Júnior, e se mantém no cargo até hoje. Conhecido como Luca Albiani, velho conhecido no cenário jurídico como lobista e intermediador responsável por obterem pareceres e decisões judiciais, já que mantem acordos com membros do judiciário.
Durante sessão na Câmara Municipal de Salvador, realizada na tarde desta terça-feira 12, alguns vereadores foram ouvidos, mas não quiseram emitirem opiniões antes de falar com presidente da casa Carlos Muniz.
Na oportunidade o único vereador a falar com nossa equipe foi Hamilton Assis, que de forma cautelosa se posicionou preocupado com a denúncia, “ vamos aguardar a resposta do presidente Carlos Muniz, é esse caso é muito grave e deve ser investigada pelos vereadores da casa, como também pelo Ministério Público da Bahia (MPBa) e do Tribunal de justiça da Bahia (TJBa)”.
A reportagem aguarda posicionamento da presidência da Câmara Municipal de Salvador e do Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa (GEPAM), sobre os questionamentos referentes à nomeação e à regularidade da situação funcional do advogado.
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