O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta segunda-feira (1º) que oito embarcações militares dos Estados Unidos, apoiadas por um submarino, estariam direcionadas ao território venezuelano e portariam cerca de 1.200 mísseis. Segundo ele, a mobilização representa “a maior ameaça do último século” à América Latina e, caso o país seja agredido, “declarará constitucionalmente uma república em armas” para se defender. ReutersAP NewsLe Monde.frCBS News
Washington sustenta que a presença ampliada de navios no Caribe Sul integra uma operação contra cartéis de drogas. Nas últimas semanas, os EUA reforçaram um esquadrão anfíbio, com milhares de militares, e realizaram voos de reconhecimento P-8 na região — movimentos que elevaram as tensões bilaterais. Reuters+2Reuters+2
Em coletiva rara em Caracas, Maduro disse que a Venezuela “é pacífica, mas não se curvará a ameaças” e voltou a rejeitar acusações americanas que o vinculam ao crime organizado. Em agosto, os EUA dobraram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão do líder venezuelano, no contexto de acusações de narcotráfico. Reuters+1
Analistas consultados por veículos internacionais avaliam que o porte da frota enviada ao Caribe excede o necessário para uma simples ação antinarcóticos, o que alimenta especulações sobre opções militares discutidas em Washington — de bombardeios pontuais a outras formas de pressão. O governo dos EUA, por sua vez, não comenta objetivos táticos além do combate ao tráfico. AP NewsReuters
