O líder do Governo Lula no Senado Federal, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou nesta quinta-feira (11) que a união entre ACM Neto (União Brasil) e João Roma (PL), principais nomes da oposição ao PT na Bahia, já era esperada e não deve alterar o cenário político do estado.
Para o petista, a postura dos adversários é “normal” e cumpre o papel de contestar a gestão estadual.
“Sobre a postura da oposição, é claro, a oposição faz o serviço que é dela. É criticar o governo, falar mal de obras que eles nunca sonharam”, disse Wagner. Ele citou a Ponte Salvador-Itaparica e o metrô da capital baiana como exemplos de projetos que, segundo ele, não foram pensados por governos anteriores. “Quando eu fui fazer o metrô, ACM Neto me encheu a paciência querendo que eu fizesse BRT. Eu disse não, nós somos a terceira maior capital do país e merecemos ter o metrô. E está aí o metrô circulando, orgulho dos baianos”, afirmou o senador durante entrevista a rádio Andaiá FM, nesta quinta-feira (11).
Wagner também comentou a aproximação entre Neto e Roma, que disputaram votos no campo da direita em 2022. Para o senador, a aliança representa apenas a consolidação de uma relação política já existente. “Eles na verdade estavam juntos. Na época, Roma aceitou o convite do ex-presidente para ser ministro, enquanto Neto dizia que não encostava lá. Hoje já está claro que vai encostar, já está se assumindo”, declarou.
O petista ainda criticou a articulação nacional de partidos da oposição, como União Brasil e PP, em defesa de pautas como a anistia a investigados pelos atos de 8 de janeiro. “Vão defender esse absurdo da anistia.”
Para 2026, Wagner disse acreditar em uma disputa polarizada, mas sem surpresas. “A eleição vai correr normal. Vão estar basicamente nos campos, o presidente Lula de um lado e eu não sei quem será candidato do outro. O ex-presidente, por enquanto, não pode ser candidato, já que foi condenado num processo e está inelegível. Não sei quem ele vai escolher”, concluiu.
