20 out 2026, ter

ACM Neto desafia Jerônimo, Rui e Wagner a quebrarem sigilos e afirma que os dele já são públicos: “Como essa turma ficou multimilionária apenas com o salário de servidor público?”

O ex-prefeito de Salvador ACM Neto afirmou que seus sigilos já foram quebrados, após o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) publicarem um vídeo cobrando que ele disponibilize suas informações financeiras e telefônicas.

Em resposta, Neto acusou os petistas de fazerem um “jogo de cena” e cobrou explicações sobre o patrimônio dos dois e do senador Jaques Wagner (PT).

“Não tenho problema algum que as minhas contas sejam abertas. Mas quero dar uma oportunidade para Rui Costa e Jerônimo demonstrarem que não estão fazendo um grande jogo de cena”, afirmou Neto, que também alegou que seus sigilos já teriam sido quebrados por setores da Polícia Federal com o objetivo de promover vazamentos seletivos e perseguir adversários políticos do PT.

O dirigente do União Brasil questionou Rui Costa sobre os quase R$ 50 milhões pagos por 300 respiradores que nunca foram entregues durante a pandemia de Covid-19, em uma compra realizada pelo Consórcio Nordeste. Também cobrou explicações sobre um apartamento que atribuiu ao ex-ministro, avaliado em R$ 10 milhões, e uma fazenda localizada entre Ipiaú e Itagibá, no sul da Bahia, que, segundo ele, valeria milhões de reais e não estaria registrada em nome de Rui.

Neto também direcionou cobranças a Jaques Wagner, questionando a compra de um apartamento de alto padrão no Corredor da Vitória, em Salvador, avaliado por ele em R$ 10 milhões. O ex-prefeito citou ainda o crescimento do patrimônio declarado pelo senador, de R$ 3,3 milhões, em 2018, para R$ 24,5 milhões, em 2026, uma alta de 631%. Ele também mencionou a apreensão de dólares e euros em endereços relacionados a Wagner, em Salvador e Brasília, durante uma operação da Polícia Federal.

Ao governador Jerônimo Rodrigues, Neto cobrou explicações sobre a investigação da Polícia Federal envolvendo o secretário estadual do Meio Ambiente, suspeito de recebimento de vantagens indevidas. Segundo o ex-prefeito, o secretário teve os bens bloqueados, mas o governador não teria tomado medidas diante do caso.

“Transparência não pode valer apenas para os adversários. Quem cobra explicações dos outros precisa estar disposto a responder todas as perguntas que lhe são dirigidas”, afirmou Neto, que voltou a defender a legalidade da origem de seu patrimônio e concluiu: “Agora, o que quero saber é como essa turma ficou multimilionária apenas com o salário de servidor público?”