28 out 2026, qua

Percussionista de Gil, Caetano e Bethânia se une a Lon Bové, indicado nove vezes ao Grammy, no Halloween da Banda Terráquea em Salvador

Banda apresenta o show “Halloween Red River – Acenda a Luz!” no sábado, 31 de outubro, às 20h, no Teatro SESI Rio Vermelho. A renda dos ingressos solidários vai para a Creche Béu Machado e para o Projeto Rádio Terra

Um guitarrista americano que escolheu a Bahia para viver e já foi indicado nove vezes ao Grammy vai acender as luzes do Teatro SESI Rio Vermelho na noite mais sombria do ano. Lon Bové, fundador e líder da Banda Terráquea, assina a direção artística do “Halloween Red River – Acenda a Luz!”, que acontece no sábado, 31 de outubro, às 20h. O lema do espetáculo é o roteiro da noite: “Quando as sombras ganham força, a música acende a luz!”.

Nascido em Cincinnati e radicado em Salvador, Lon construiu uma carreira que atravessa o blues, o soul, o rock e os ritmos afro-baianos. É essa mistura que a banda leva ao palco, entre composições autorais e clássicos reinventados.

Ao lado dele está Gabriel Bové, integrante da Terráquea e autor de músicas do grupo, parte central da criação que dá identidade ao repertório. O vídeo e a imagem do show ficam a cargo de Gustavo Canelas, parceiro da banda há anos.

O Halloween traz, ainda, um reforço de peso: o percussionista Ivanzinho Pacapuco, nome artístico de Ivã Oliveira dos Santos, que sobe ao palco com um currículo que atravessa a história recente da música brasileira. Filho de pai babalorixá, começou aos 8 anos tocando atabaques no terreiro Deus e as Águas e foi diretor de percussão do afoxé Omolu Ylê e do bloco afro Kansala. Gravou o primeiro disco, “Apelo à Igualdade”, em 1988, e passou treze anos ao lado de Ricardo Chaves, de 1994 a 2007.

Ivanzinho integrou a banda-base do projeto Afro Pop, de Margareth Menezes, no Teatro Castro Alves, em 2006, e participou de DVDs de Babado Novo, Araketu e Cláudia Leitte. Dividiu palcos e estúdios com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Alcione, Ana Carolina, Fafá de Belém e Luiz Caldas, e gravou com a Orquestra Sinfônica da Bahia e com o português Pedro Abrunhosa. Hoje, toca com a Terráquea, com Peu Baiano e com Luiz Caldas, e atua, também, como compositor, arranjador, produtor, artista plástico e professor de percussão.

A história de Ivanzinho com Lon começou com um pandeiro e um blues, e ele a conta assim: “quem nos apresentou foi o amigo Paulinho Matos. Um dia ele me disse: ‘Vamos, Ivanzinho, à casa de um amigo meu. Ele é americano e mora lá em Itapuã.’ E lá fui eu! Cheguei com meu pandeiro. Lon, guitarrista e bluesman, pegou a guitarra e começou a tocar um blues”.

O percussionista continua: “eu, sem cerimônia, peguei o pandeiro e comecei a acompanhar à minha maneira, colocando minha linguagem, minha musicalidade e meu balanço naquela conversa musical. Lon ficou impressionado. Disse que nunca tinha visto alguém tocar pandeiro daquela maneira, dialogando tão bem com o blues. A música aconteceu naturalmente, como se aqueles dois instrumentos já se conhecessem havia muito tempo. Foi assim que nasceu uma amizade que, com o passar dos anos, se transformou em irmandade”.

Dali em diante, Ivanzinho passou a frequentar o estúdio de Lon, muitas vezes com o gaitista Luiz Rocha, para tocar e gravar. Saiu dessas sessões “Balde da Sogra”, composição de Luiz batizada assim porque o percussionista resolveu usar um balde como instrumento. Vieram outros projetos, como a banda Percufia, voltada para a juventude dos Alagados, e, depois, a própria Terráquea.

Na pandemia, uma big band se reunia todo domingo para uma live, levando música a quem estava em casa. “A música foi o caminho que nos aproximou, mas foi o afeto que nos manteve unidos”, diz Ivanzinho. Sobre Lon, a definição vem sem rodeio: “é um grande guitarrista, um bluesman extraordinário, um mestre e um amigo que me ensinou muito. Mas, para mim, ele é muito mais do que isso. Lon é meu irmão.”

A Terráquea chega ao Halloween em movimento. Depois de uma turnê internacional, passou pelo Circo Picolino com o show “VERDEnovo”, em setembro, e pela Casa Rosa, em 3 de outubro, com oficinas gratuitas de gaita, canto e percussão. Depois do Rio Vermelho, a banda segue para o Teatro Gamboa, em 11 e 25 de novembro, com o repertório mais íntimo de “Terráqueos de Perto”.

A noite também tem causa. Os ingressos são solidários, a R$ 2,00 (inteira) e R$ 1,00 (meia), e a renda será dividida entre a Creche Béu Machado e o Projeto Rádio Terra.

O Projeto Rádio Terra é uma iniciativa ligada à banda que funciona como selo para músicas autorais dos integrantes e leva à Costa Rica ações de reciclagem e educação ambiental em escolas. É a música usada como o grupo sempre a usou: para iluminar o que precisa de luz, dentro e fora do teatro.

Serviço

Halloween Red River – Acenda a Luz!, com a Banda Terráquea e Ivanzinho Pacapuco
Data: sábado, 31 de outubro de 2026, às 20h
Local: Teatro SESI Rio Vermelho, Salvador (BA)
Ingresso solidário: R$ 2,00 (inteira) e R$ 1,00 (meia)
A renda será revertida em benefício da Creche Béu Machado e do Projeto Rádio Terra.

Assessoria de imprensa

Louise Cibelle | Lüminar8
(71) 9 9264-6090