Grupo é investigado por manter vítimas em cárcere por horas para roubar bens, realizar transferências bancárias e praticar violência sexual
A Polícia Civil da Bahia prendeu, na manhã desta sexta-feira (26), dois homens investigados por integrar um grupo criminoso responsável pela prática de roubos, extorsões, estupros e associação criminosa. As prisões ocorreram durante a Operação Pilot, que também cumpriu dois mandados de busca e apreensão em endereços localizados no bairro da Federação, em Salvador.
As investigações, conduzidas pela 7ª Delegacia Territorial (DT/Rio Vermelho), apontam que os investigados utilizavam aplicativos de relacionamento e redes sociais para atrair as vítimas. Após o primeiro contato, os encontros eram marcados, geralmente às sextas-feiras e nos fins de semana. Sob o pretexto de seguirem para um local mais reservado, as vítimas eram levadas para outro imóvel, onde os crimes eram praticados.
Nos locais escolhidos pelo grupo, as vítimas permaneciam sob restrição da liberdade por, no mínimo, duas horas. Armados com armas de fogo ou armas brancas, os investigados obrigavam as vítimas a desbloquear os aparelhos celulares para realizar transferências bancárias, além de subtrair dinheiro, cartões, aparelhos eletrônicos e outros bens.
As investigações também apontam que algumas vítimas foram submetidas a agressões físicas e violência sexual durante a ação criminosa, evidenciando o elevado grau de violência empregado pelo grupo.
Até o momento, cinco inquéritos policiais subsidiaram a operação. As apurações, no entanto, indicam que o número de vítimas pode ser superior a 15, motivo pelo qual a Polícia Civil prossegue com as diligências para identificar outras pessoas lesadas.
Os elementos reunidos durante a investigação indicam que o grupo atuava de forma organizada havia cerca de cinco meses, com divisão de tarefas entre os integrantes e escolha criteriosa das vítimas, sempre utilizando plataformas digitais para facilitar a aproximação e dificultar a identificação dos autores.
A Operação Pilot é resultado de aproximadamente 40 dias de investigação conduzida pela 7ª Delegacia Territorial e teve o cumprimento dos mandados judiciais com apoio do Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM). A ação teve como objetivo interromper a atuação do grupo criminoso, reunir novos elementos de prova e identificar outras possíveis vítimas.
Pedro Moraes / Ascom-PCBA
26.06.2026
