Doação suspeita: pecuarista que contribuiu com R$ 500 mil à campanha de governador é investigada por lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Polícia Política

Maribel Schmittz Golin, pecuarista e empresária, está sob investigação por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela é apontada como responsável por uma doação de R$ 500 mil à campanha de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo, nas eleições de 2022.

A apuração faz parte da Operação Mafiusi, deflagrada no final de 2024, com foco no combate ao tráfico internacional de drogas. Relatórios da investigação indicam que Maribel teria realizado quatro transferências bancárias envolvendo Willian Barile Agati, suposto integrante da facção criminosa.

De acordo com os investigadores, as movimentações somam R$ 3,5 milhões e envolvem transações imobiliárias suspeitas. A Polícia Federal apontou que Maribel está à frente de quatro empresas que não possuem funcionários registrados, mas movimentaram mais de R$ 1,4 bilhão entre 2020 e 2022.

Além disso, também são investigadas possíveis ligações da empresária com o líder religioso Valdemiro Santiago, por suspeitas de ocultação de crimes financeiros.

Em resposta às acusações, Maribel negou qualquer envolvimento com atividades ilícitas. Já a equipe de Tarcísio de Freitas declarou que o governador “não possui qualquer vínculo com a doadora mencionada, tampouco conhecimento sobre eventuais condutas que não tenham relação com a campanha eleitoral”.

As investigações seguem em curso e devem apurar com mais profundidade a origem dos recursos utilizados na doação e a eventual participação da empresária em esquemas criminosos.

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