Nesta segunda-feira (1º), dia em que o Jornal Nacional completa 56 anos no ar, a TV Globo anunciou a despedida de William Bonner, o apresentador mais longevo da história do telejornal. Bonner seguirá à frente da bancada até o dia 3 de novembro de 2025, quando será substituído por César Tralli, que dividirá a apresentação com Renata Vasconcellos.
Mudanças na Globo
A partir de 2026, Bonner e Sandra Annenberg assumirão juntos o comando do Globo Repórter, programa que ele descreveu como um antigo sonho profissional. A função de editor-chefe do Jornal Nacional será ocupada por Cristiana Sousa Cruz, atual editora-chefe adjunta.
Outras mudanças também foram confirmadas:
- Roberto Kovalick passará a apresentar o Jornal Hoje;
- Tiago Scheuer assumirá o Hora Um.
O que disse Bonner
Em comunicado, Bonner explicou que a decisão foi amadurecida ao longo de cinco anos e motivada pelo desejo de reduzir responsabilidades e ter mais tempo para a família.
“São 29 anos e quatro meses de JN, sendo 26 anos como editor-chefe. Nesse período, minhas crianças cresceram, mudaram de país. Agora, tenho a chance de realizar o sonho de estar no Globo Repórter ao lado da minha amiga Sandra Annenberg. Sinto gratidão e serenidade nesse momento”, disse.
A visão dos colegas
- César Tralli afirmou se sentir “honrado e desafiado” pela nova função: “Jamais pensei em suceder o William. Recebo essa missão com felicidade e responsabilidade.”
- Renata Vasconcellos destacou a parceria de mais de uma década com Bonner: “Minha gratidão emocionada pelo aprendizado e inspiração. Ao Tralli, minhas boas-vindas com a certeza de uma parceria dedicada e competente.”
- Sandra Annenberg, futura parceira de Bonner no Globo Repórter, celebrou: “É maravilhoso tê-lo na equipe, vamos trabalhar juntos novamente com alegria e sintonia.”
- Cristiana Sousa Cruz declarou estar vivendo a realização de um sonho ao assumir a chefia do JN: “É uma grande honra e responsabilidade. Agradeço pela confiança e ao Bonner pela parceria de trajetória.”
Contexto
Bonner ingressou na TV Globo em 1986 e assumiu a bancada do Jornal Nacional em 1996, tornando-se editor-chefe em 1999. Desde então, marcou a história do jornalismo brasileiro com sua trajetória à frente do telejornal de maior audiência do país.
