O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu não comparecer presencialmente ao julgamento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito do inquérito do golpe. A informação foi confirmada por seu advogado, Celso Villardi, que conduz a defesa.
“Não irá. Queria ir, mas está sem condições”, declarou Villardi, em referência ao estado de saúde do ex-presidente.
O julgamento
Bolsonaro será julgado por suposta participação em tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A Procuradoria aponta que ele teria cometido cinco crimes:
- Organização criminosa armada;
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- Golpe de Estado;
- Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União;
- Deterioração de patrimônio tombado.
Além do ex-presidente, outros sete réus também serão julgados nesta primeira fase, incluindo cinco militares de alta patente, o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres.
Contexto político e jurídico
O julgamento ocorre em meio a forte atenção nacional e internacional, sendo considerado um marco para a responsabilização de lideranças políticas e militares acusadas de articular o rompimento da ordem democrática.
Nos bastidores, aliados afirmam que Bolsonaro estaria “sereno”, mas que prefere não se expor publicamente em razão de questões de saúde e também por estratégia jurídica.
