Cardiomiopatia hipertrófica: conheça doença que pode afetar atletas de alto rendimento ou praticantes de exercícios regulares

Brasil Saúde

As doenças cardíacas, em especial o infarto agudo do miocárdio, principal causa de morte no mundo, sugerem cuidados e atenção por parte da população em geral. Consultas rotineiras com o cardiologista e exames de rotina podem evitar casos graves, além do tratamento prévio.

Contudo, nesta matéria queremos dar destaque a cardiomiopatia hipertrófica (CH), doença silenciosa e de origem genética, merece atenção e cuidados especiais a fim de evitar óbitos ou sequelas graves.

A doença trata-se de um espessamento anormal do músculo do coração, principalmente no ventrículo esquerdo, e está entre as principais causas de morte súbita em jovens atletas e adultos em plena atividade física. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a doença pode atingir até meio milhão de brasileiros.

Para explicar e detalhar como a doença se manifesta e o que é preciso fazer para evitar consequências graves, o BNews conversou com o cardiologista Sérgio Câmara, que atua no Hospital da Bahia, nas unidades da Rede D’Or e no Hospital Português. O especialista pontuou que é preciso fazer uma avaliação com um cardiologista tanto aqueles que fazem atividade física de alto rendimento, mas também os que frequentam uma academia de forma regular.

“A depender da idade, alguns exames são necessários em linhas gerais de forma ampla. Sempre é feito um eletrocardiograma e um ecocardiograma. Isso ganha especial atenção, principalmente a partir dos 18 anos, mas mais importante ainda após os 45, que é quando os fatores de risco, sobretudo para infarto, ficam mais evidentes. Entre 18 e 45 anos não precisa ser um acompanhamento anual, pode ser um acompanhamento a cada dois, três anos, caso o paciente não tenha nada. Se ele tiver alguma condição cardiológica, isso pode ficar um pouco mais curto o intervalo entre as consultas. Já depois dos 40, 45 anos a necessidade da avaliação do check-up com o cardiologista se torna mais frequente, podendo ser anual, de maneira sistemática, porque quando vai surgindo, esses fatores de risco, essas doenças cardiovasculares vão também aparecendo. Hipertensão, diabetes, colesterol alto e isso aí ganha vital importância e um destaque maior”, salientou.

Câmara explicou que, apesar de grave, a cardiomiopatia hipertrófica não tem relação com o aneurisma dissecante de aorta. Ele explicou que a cardiomiopatia é uma doença relativa ao músculo cardíaco.

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