CPI DOS TABLETS: Júnior Neves cobra investigação sobre contrato de R$ 16 milhões alvo da PF; Flor diz que “não tem bandido de estimação”; veja vídeo

Lauro de Freitas Política

Na manhã desta quarta-feira (10), durante sessão da Câmara Municipal de Lauro de Freitas, o debate sobre o novo fardamento escolar da rede municipal acabou trazendo de volta à pauta um dos casos mais polêmicos da educação no município. Enquanto o vereador Flor (Avante), integrante da oposição à prefeita Débora Régis, fazia críticas à atual gestão, o vereador Júnior Neves (PL), da base governista, questionou por que a Câmara não abriu uma CPI para investigar a compra de tablets realizada na gestão anterior.

Durante a discussão, Júnior Neves propôs a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar o contrato de cerca de R$ 16,2 milhões investigado pela Polícia Federal na Operação Nota de Conceito. A investigação apura suspeitas de fraude em licitação, direcionamento de contrato, superfaturamento e uso de documentos falsos na aquisição de uma plataforma educacional que incluía mais de 21 mil tablets para estudantes da rede municipal. Ao responder ao questionamento, Flor afirmou que não tem “bandido de estimação” e declarou que, caso sejam comprovadas irregularidades, os responsáveis devem ser responsabilizados.