“O MDB não é barriga de aluguel”. A declaração é do ex-ministro Geddel Vieira Lima ao ser questionado por este Aqui só Política sobre articulação para abrigar Elmar Nascimento (União), que poderá indicar o nome para vice do governador Jerônimo Rodrigues. A possibilidade foi confirmada pelo próprio petista em conversa com a imprensa.
A vice de Jerônimo já virou novela mexicana. Até o momento, 12 (!) nomes foram sondados ou ventilados e nada de oficialização. Nomes que vão desde o atual vice-governador Geraldo Júnior (MDB), passando pelo da presidente da AssembleiaLegislativa da Bahia, Ivana Bastos (PSD), até o do prefeito de Feira, José Ronaldo.
Além de simbolismos, o vice não agrega tanto, ainda mais em chapa cujos nomes são fortes, como já sinalizou o próprio Jerônimo. Os candidatos ao Senado são os ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa.
Como já sinalizou o AsP, repousa sobre a mesa dos líderes do PT pesquisa sobre o vice. Em uma delas, mostra que Geraldo Jr não é bem visto. Os números não são terríveis, porém. Noutro levantamento, o vice ‘não fede e nem cheira’.
A inclusão de um novo nome nesse pastelão soa mais como desespero do que qualquer outro motivo. A entrada de Elmar Nascimento nessa equação maluca joga para o campo governistas palavras como ‘overclean’, também dividida como a chapa da oposição.
A pergunta que não cala. Qual impacto que Elmar teria dentro do grupo de Jerônimo? Seria um deputado relevante desfalcando o grupo de ACM Neto, adversário direto de Jerônimo? Não. Ou nem tanto. Elmar e Neto se suportam. Nada mais. Desse 2018, quando Neto desistiu nos 45 do segundo tempo de disputar o governo, Elmar e Neto entraram em rota de colisão.
Elmar analisou o movimento de Neto tardio, o que prejudicou o desempenho dos candidatos a deputado estadual e federal.
Sem simbologias e pouco impacto eleitoral (em termos de votos), a possível ida de Elmar para o grupo de Jerônimo causa mais barulho do que dividendos políticos-eleitorais.
O movimento escancara um bate cabeça no grupo governista, embora tenha sido descartado pelo secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola.
- Com informações do site Aqui só Política
