Especialistas e mães revelam os benefícios da amamentação prolongada e os desafios enfrentados

Saúde

Agosto é o mês dedicado à conscientização sobre a importância do aleitamento materno, e a campanha Agosto Dourado reforça não apenas os seis meses de amamentação exclusiva recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas também o incentivo para que mães mantenham o ato até, no mínimo, os dois anos, e, se desejarem, por mais tempo.

Para Luani Oliveira, 32 anos, atendente da Central de Relacionamento do SENAI Bahia, mãe de Laura, amamentar após os dois anos sempre foi uma escolha consciente. 

“Mesmo depois dos dois anos, a amamentação não é só alimento, mas acolhimento, segurança e conexão”, conta. Ela revela que, embora receba alguns “pitacos”, teve o privilégio de contar com apoio.

Já Marina de Luca, mobilizadora no Fashion Revolution Brasil, amamentou a filha Iara até os dois anos e meio — hoje, ela tem quatro. “Era o maior tesouro que eu podia dar, algo que vinha do meu corpo”, lembra.

A amamentação, para Marina, também foi essencial para lidar com o desafio de se desprender gradativamente da filha. Apesar do apoio da rede de amigas e familiares, o desmame foi difícil. “Foram nove meses de preparação, muita conversa e acolhimento. Ela chorou no início, mas seguimos firmes. Até hoje ela pede para ver meu peito e lembra desses momentos”. 

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