Um impasse, que envolve empresas voltadas para a exploração de energia eólica, e herdeiros das terras onde essas empresas atuam, tem mobilizado empresários, a justiça e moradores do município de Sento Sé, na Bahia.
Na manhã desta segunda-feira (28) um grupo, que se apresenta como os reais proprietários das terras, fechou uma estrada em protesto contra as empresas Engie Centrais Eólicas Umburanas e a holding Maestro. A primeira, firmou contrato com a Maestro, que se apresentou como dona dos terrenos, para a exploração da área e, desde então, vinha repassando valores à holding, quando deveria fazê-lo às famílias donas das propriedades.
Diante dos protestos das famílias, a Engie realizou a retenção dos pagamentos à Maestro no dia 11 de julho.
No dia 18 de julho, a Justiça declarou nulo os contratos entre a Engie e a Maestro e a inexistência de relação jurídica em desfavor de Ricardo Augusto Borges da Silva, Sequoia Capital LTDA, Engie Brasil Energia S.A, Maestro Holding de Energia e Moinhos de Vento Energia S.A. A Ação Declaratória de Nulidade de Negócio Jurídico foi ajuizada por Ranulfo Joaquim da Silva e demais proprietários.
Com isso, os herdeiros de Serafim Joaquim da Silva travam uma luta diária na esperança de ver cumprida as decisões judiciais que fariam retornar a paz no município.
