Ação coordenada pela SENAPPEN e realizada pelas polícias penais e com apoio de policiais penais federais utiliza tecnologia e inteligência para retirar celulares das unidades prisionais e enfraquecer organizações criminosas dentro e fora dos presídios.
A Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em conjunto com as polícias penais dos Estados e Distrito Federal, iniciou, nesta segunda-feira (18), a 11ª fase da Operação Mute, realizada simultaneamente em 15 estados do país. Ao longo da semana, a operação ocorrerá em todas as unidades federativas. A operação prioriza unidades prisionais com atuação identificada de organizações criminosas, a partir de critérios estratégicos e de inteligência definidos pelas forças de segurança pública.
Na Bahia, a Mute teve início nesta terça-feira (19) no Conjunto Penal de Paulo Afonso e conta com cerca de 40 policiais penais estaduais participando das ações de revista.
A Operação Mute integra o programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado pelo Governo Federal na última semana, que prevê investimento superior a R$ 11 bilhões para o fortalecimento da segurança pública em todo o país.
As ações contam com o emprego de tecnologias e equipamentos especializados, com investimento de R$ 59 milhões, como bloqueadores de sinal, scanners corporais, aparelhos de raio-X, drones, sistemas eletrônicos de fiscalização e georradar, utilizados na identificação de estruturas ocultas e possíveis rotas de fuga.
Na prática, a Operação Mute tem como foco a identificação e a retirada de aparelhos celulares e outros itens ilícitos do interior das unidades prisionais, por meio de revistas estratégicas realizadas com apoio de tecnologias de inteligência e protocolos operacionais especializados. A interrupção das comunicações ilícitas impacta diretamente a atuação das organizações criminosas fora dos presídios, contribuindo para a redução de crimes nas ruas.
As operações integram a estratégia nacional de fortalecimento do sistema prisional brasileiro, com foco no aumento do controle estatal nas unidades prisionais e na redução da influência das organizações criminosas dentro e fora dos presídios.
Desde o início da operação, em 2023, os resultados das 10 fases já realizadas são expressivos, com a retirada de 7.966 aparelhos celulares de dentro das unidades prisionais em todo o país. Ao todo, mais de 38 mil policiais penais participaram das operações e mais de 37 mil celas foram revistadas. Além da apreensão de eletrônicos, as ações também combatem diversos tipos de ilícitos nos estabelecimentos prisionais, fortalecendo o controle interno e enfraquecendo a atuação das organizações criminosas.
Além das fases nacionais, o MJSP também iniciou as edições estaduais da Operação Mute em atuação integrada com os governos estaduais.
Na Bahia, a 1ª fase da Operação Mute estadual foi nos últimos dias 23 e 24 de abril, na Penitenciária Lemos Brito (PLB), em Salvador, com atuação conjunta de 50 policiais penais estaduais e policiais penais federais.
