Parceria com o Sistema S e escolas em tempo integral vai preparar trabalhadores para o Polo, afirma governador

Política

A expansão do parque fabril voltado à transição energética na Bahia tem gerado um debate central sobre a absorção dos novos postos de trabalho por profissionais da região. Provocado sobre os mecanismos de garantia de contratação local, o governador Jerônimo Rodrigues defendeu que a resposta estrutural para o tema reside na aceleração dos programas de formação técnica e tecnológica de nível médio e superior, integrando a estrutura do estado aos centros de excelência em pesquisa. “Formação de mão de obra, ela é fundamental. A chegada dessas empresas nos impele para que a gente possa acelerar o processo de qualificação”, explicou o gestor.

O modelo adotado toma como referência a experiência construída junto à montadora BYD, onde as demandas específicas de contratação foram compartilhadas previamente com a Secretaria do Trabalho, Emprego e Renda (Setre) e com o Ministério do Trabalho. De acordo com o governador, a estratégia para a Windey seguirá o mesmo fluxo de cooperação, mobilizando a Secretaria da Educação (SEC) e a rede de Institutos Federais. “Os diversos institutos federais, as nossas escolas de tempo integral que oferecem cursos técnicos. Começamos a fazer uma parceria para ver que tipo de mão de obra é necessária” apontou.

Rodrigues destacou o papel do SENAI CIMATEC e do Sistema S como parceiros estratégicos para a oferta de especializações e cursos de pós-graduação voltados às novas tecnologias. O governador assegurou que o Executivo não medirá esforços logísticos ou orçamentários para adequar as habilidades dos trabalhadores locais às necessidades industriais. “Nós haveremos de fazer um esforço do tamanho que for necessário para garantir que a mão de obra não seja um problema para as indústrias funcionarem na Bahia”, concluiu.