Em reunião com lideranças políticas do Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia, o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, criticou o tratamento dado por ACM Neto aos prefeitos e prefeitas baianos. “Essa coisa de ter 300 prefeitos muda nada, representa nada”, disse o pré-candidato ao Governo da Bahia pelo União Brasil ao se referir à base de apoio do grupo liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues.
Ex-governador da Bahia e pré-candidato ao Senado pelo PT, Rui Costa defendeu uma relação baseada no diálogo, no respeito institucional e na valorização das lideranças do interior. Para ele, minimizar o papel dos prefeitos significa ignorar a legitimidade de quem foi escolhido pela população para representar suas cidades.
“Quando alguém diz que prefeito não influencia eleição, está se colocando numa posição superior. Está minimizando e desprezando o papel de quem foi reconhecido por sua comunidade como liderança política”, disse o pré-candidato ao Senado durante o encontro, promovido pela Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia (AMURC), nesta quinta-feira (28), em Ilhéus.
Na opinião do ex-governador, a principal diferença entre os grupos políticos em disputa na Bahia não está apenas nas obras realizadas, mas na forma como tratam as lideranças e a população do interior. “Nem sempre um governador vai conseguir atender tudo o que um prefeito precisa para sua cidade. Mas faz uma diferença enorme a forma como você é recebido, acolhido e respeitado. A diferença entre nós e eles não está só na quantidade de obras. Está também na forma de olhar o outro. De que posição a gente está olhando o outro? De cima para baixo ou olhando olho no olho?”, questionou.
A fala foi feita diante de cerca de 40 prefeitos, além do governador Jerônimo, do senador Jaques Wagner, vice-prefeitos, vereadores, ex-prefeitos e pré-candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados. Dos 52 municípios associados à AMURC, 50 integram atualmente a base política do grupo liderado pelo governador.
“Eu sinto orgulho quando vejo essa caminhada. Porque governador não pode ser alguém que acha que vai chegar lá por herança familiar ou por sobrenome. Para governar é preciso trabalhar, ter humildade e pisar no chão”, declarou Rui Costa ao comentar a presença maciça de gestores municipais no encontro. Ele relacionou a adesão ao reconhecimento do trabalho desenvolvido por seu grupo político e defendeu que a Bahia continue sendo governada por lideranças construídas a partir da experiência administrativa e da relação com os municípios.
Ao encerrar sua participação, Rui afirmou que a força da aliança governista está na capacidade de reunir partidos e lideranças com trajetórias diferentes em torno de um projeto comum para a Bahia. Segundo ele, o grupo nunca teve como objetivo concentrar prefeitos ou mandatos em uma única legenda, mas construir uma base ampla de colaboração política. “Quem está entre nós tem que ter oportunidade. É isso que faz a força desse grupo”, concluiu.
