Uma nova proposta de cuidado em saúde chega a Salvador e Lauro de Freitas com foco em um público frequentemente invisibilizado: pacientes acamados, idosos frágeis e pessoas com doenças crônicas que enfrentam dificuldades para acessar o atendimento odontológico convencional.
Idealizada pelas cirurgiãs-dentistas baianas Camila Viena e Flávia Godinho, ambas com mais de uma década de experiência clínica, formação acadêmica avançada e atuação em ambiente hospitalar, a Odontosistêmicos surge como um serviço inovador de atendimento odontológico domiciliar, estruturado para levar assistência qualificada, segura e humanizada diretamente ao lar do paciente.
A iniciativa parte de um princípio essencial: a saúde bucal não pode ser dissociada da saúde geral. Em pacientes com problemas prévios de saúde geral, a ausência de acompanhamento odontológico adequado pode desencadear ou agravar condições clínicas importantes.
“A saúde bucal exerce impacto direto na qualidade de vida e na evolução clínica desses pacientes. Quando negligenciada, pode contribuir para infecções, dor, dificuldade alimentar e até complicações de saúde geral mais graves”, destaca a cirurgiã-dentista Camila Viena.
Dados globais reforçam a urgência desse cuidado: estima-se que cerca de 16% da população mundial viva com algum tipo de deficiência, e a projeção é que, até 2030, uma em cada seis pessoas no mundo tenha 60 anos ou mais. Esse cenário amplia a demanda por modelos de assistência que ultrapassem as barreiras físicas e levem o cuidado até quem precisa.
No ambiente domiciliar, especialmente entre pacientes com limitações funcionais, é comum a dificuldade na manutenção da higiene oral adequada. Isso favorece o acúmulo de biofilme dental, doenças periodontais, infecções oportunistas e lesões bucais.
“Essas alterações, quando não tratadas, podem evoluir para complicações de saúde geral relevantes, como pneumonia aspirativa, bacteremias e descompensações metabólicas, principalmente em pacientes com doenças cardiovasculares, diabetes ou comprometimentos neurológicos”, explica a cirurgiã-dentista Flávia Godinho.
Além dos riscos clínicos, problemas bucais também impactam diretamente na alimentação. Dor, inflamações gengivais e perda dentária podem reduzir a ingestão alimentar, contribuindo para quadros de desnutrição e sarcopenia (condições frequentes em idosos e pacientes institucionalizados).
- Com informações do site Informe Baiano
