Servidora é demitida após repostar publicação de ACM Neto, revela pressão por apoio a Jerônimo e acusa perseguição política

Política

Uma servidora do município de Rio de Contas, na Chapada Diamantina, foi demitida após repostar publicação do pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil). A técnica em radiologia Vivian Freitas Viana afirma que foi demitida do Hospital Municipal no último dia 8 de junho por motivação política e revelou pressão por apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).

O município é comandado pelo prefeito Célio Evangelista da Silva (PSD), aliado do governador. A servidora chamou atenção de sua demissão após fazer um desabafo nas redes sociais. Tudo começou, segundo o relato dela, quando foi orientada pela direção do hospital a comparecer ao evento que marcaria a visita do governador à cidade.

“A diretora do hospital falou assim pra mim: ‘Vivian, já falei com todo mundo, é para você estar lá na recepção do governador’. Eu olhei assim e falei: ‘tá bom, eu vou. Agora, não me obrigue a voltar nele, tá? Porque eu sou a ACM Neto’”, contou ela.

De acordo com o relato, no dia do evento ela precisou levar um de seus gatos para atendimento veterinário de urgência em Livramento de Nossa Senhora e não poderia comparecer ao evento com Jerônimo. Vivian diz que comunicou a situação à direção do hospital por meio de mensagem.

Dias depois, afirma ter sido chamada para uma reunião na Secretaria Municipal de Saúde. Foi nesse encontro, segundo a ex-servidora, que recebeu a notícia de que seria desligada da função. Para ela, a demissão ocorreu em razão de suas convicções ideológicas, o que classificou como perseguição política.

“Eu perguntei se era questão política. Ela respondeu: ‘é, Vivian, você estava postando coisas do ACM Neto’. Eu falei assim: ‘mas eu sou a favor do ACM Neto. O que que tem a ver isso com prefeito? Não tem nada a ver isso. Eu votei em Célio, eu não votei na esquerda, eu votei só nele’. Mas estão perseguindo muito a gente”, relatou.

Segundo a ex-servidora, outros funcionários públicos estão sendo perseguidos por motivação política. “Tinha uma moça que trabalhava na escola por 17 anos, foi demitida também. E a questão de tirar fotos… eu não sabia que a ACM Neto ia estar aqui, senão eu teria ido mesmo de noite, tirado a foto e voltava pra casa”, declarou.