Vereadora Luciana Tavares faz moção de repúdio após feminicídio em Lauro de Freitas e cobra investimento em políticas de proteção às mulheres

Política

Durante a 20ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Lauro de Freitas, realizada na manhã desta quarta-feira (20), a vereadora Luciana Tavares apresentou uma moção de repúdio em resposta ao crime de feminicídio ocorrido na noite de terça-feira (19), no bairro do Caji. A vítima foi morta a golpes de marreta dentro de um condomínio residencial.

Em conversa com a reportagem do Comunidade On, a parlamentar destacou a gravidade da situação e o aumento de casos semelhantes:

“Os casos de feminicídio têm crescido e isso é inadmissível, é desumano. A gente não pode aceitar e nem naturalizar a morte de mulheres pelo fato de serem mulheres. É preciso investir em políticas públicas de combate à violência, mas também em formação de meninos e homens, para que aprendam desde cedo que mulher não é propriedade e não pode ser maltratada em nenhuma hipótese”, afirmou Luciana.

Ela ainda ressaltou que defender a vida das mulheres é também defender a democracia:
“Proteger a mulher é proteger a democracia, que é tão nova no país. Precisamos alertar, orientar e ampliar as ferramentas de proteção para que tragédias como essa não voltem a acontecer.”

Ao ser questionada pela nossa equipe sobre iniciativas legislativas voltadas à proteção das mulheres em Lauro de Freitas, a vereadora citou a lei Basta, de sua autoria, já aprovada pela Câmara.
“Essa lei permite que qualquer pessoa acione rapidamente a polícia ou o poder público em situações de violência contra a mulher. Ela prevê a criação de um aplicativo que poderia ter evitado este crime. Mas, para que funcione, é necessário investimento, parceria com empresários e apoio do município para desenvolver a plataforma”, explicou.

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