Imóvel de R$ 22 milhões ligado à família de Barroso pode ser alvo de sanções nos EUA

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Um apartamento de luxo localizado em Miami e avaliado em cerca de R$ 22 milhões pode ser atingido por eventuais sanções internacionais contra autoridades brasileiras. O imóvel está registrado em nome de uma empresa offshore controlada por Bernardo Van Brussel Barroso, filho do atual presidente do STF, Luís Roberto Barroso.

A propriedade, situada na região nobre de Key Biscayne, possui 158 m² e foi adquirida em 2014, pouco tempo após Barroso assumir o cargo de ministro do Supremo. Inicialmente, a offshore responsável pelo bem — Telube Florida LLC — estava em nome de Teresa Cristina Van Brussel, esposa do ministro, falecida em 2023. Hoje, está sob controle do filho do casal.

A movimentação ocorre em meio à repercussão das sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes, também do STF, com base na Lei Global Magnitsky — legislação que permite punir estrangeiros por violações de direitos humanos, prevendo bloqueio de bens e contas nos EUA, além de restrições de entrada no país.

Especialistas apontam que, caso a aplicação da lei seja estendida a outros integrantes do STF ou seus familiares, o imóvel da família Barroso pode ser “congelado”, tornando-se indisponível para venda, transferência ou utilização comercial.

De acordo com o advogado Pablo Sukiennik, a legislação norte-americana permite que bens registrados em nome de terceiros — inclusive familiares ou pessoas jurídicas — sejam incluídos nas sanções, desde que existam indícios de tentativa de ocultação patrimonial.

Outros ministros do STF também tiveram seus vistos americanos suspensos no contexto das sanções recentes, como Edson Fachin, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

Até o momento, não houve manifestação oficial da assessoria do ministro Barroso. O caso segue repercutindo no meio jurídico e político, aumentando a tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos.

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