O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), cobrou uma posição do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, ao criticar a Proposta de Emenda Constitucional conhecida como PEC da Blindagem, apelidada de “PEC da Impunidade”, durante entrevista, nesta segunda-feira (22), no evento de ampliação do programa Corra pro Abraço, em Salvador.
“Até agora eu não vi ainda a postura do ex-prefeito de Salvador, até agora eu não vi, se ja se manifestou me desculpe, mas eu não vi ainda. Não houve manifestação do ex-prefeito de Salvador, primeiro sobre a PEC, ora discutida, não vi. Assim como não vi, da mesma forma, sobre a anistia, já que ele tentou carregar aí, abraçando o ex-presidente da República”, pontua Jerônimo Rodrigues.
“E eu também não vi o pronunciamento dele, no que diz respeito à denúncia ocorrida ao presidente do partido dele, do União Brasil. Eu estou aguardando, porque o que se colocou aí é que o ex-presidente tem relacionamento de favorecimento ao crime organizado. Eu não vi quando ele vê o moralismo dele exigindo do governo do Estado, do governo Lula, postura contra o crime organizado”, cutucou o petista.
“Saber se é verdade que a União Brasil está favorecendo, apoiando o crime organizado. Eu acho que muito há da responsabilidade dele, do que ele vai falar a partir de hoje. O presidente e o partido dele vão ter direito de resposta mas o que está posto até agora não condiz com aquele que fica 24 horas no celular, mandando mensagens para as redes sociais, criticando a segurança pública, enquanto ele, como está posto, ou o partido dele, tem denúncia de patrocínio do crime organizado”, disparou o gestor da Bahia.
“Eu espero, estou aguardando o pronunciamento dele. Não só eu, a Bahia está aguardando. Ele, inclusive, esses dias não deve estar na varanda ou no playground”, provocou o governador do Estado.
Jerônimo também demonstrou confirmação na derrubada da PEC no Senado Federal, onde encontra-se em tramitação.
“Eu fico muito triste quando eu vejo um Congresso com a responsabilidade que tem se submeter a ações dessa natureza. O tamanho do Congresso é para cuidar dos grandes temas, como o combate à fome, a geração de emprego, a educação e o fortalecimento da cultura”, apontou Rodrigues.
“Isso cria uma vacina para o que vai para o Senado. Então, o Senado deverá barrar esse processo. E mais: criem nós, brasileiros e brasileiras, que vimos ontem as ruas tomadas pela bandeira do Brasil, para que qualquer tentativa de anistia seja frustrada”, destacou o governador.
